Como salvar uma orquídea

Como salvar uma orquídea

Quando vi essa orquídea, não resisti, essa cor é simplesmente linda! Ainda na fila do Home Center, enquanto aguardava na fila, ela recebia elogios rss. E foi então que essa fofíssima me deu um verdadeiro susto, eram as minhas primeiras experiências com essa espécie e por muito pouco não perdi planta.

Eu nunca poderia imaginar que uma planta tão vistosa estaria com as raízes tão comprometidas, mas por sorte, o vaso transparente me ajudou a descobrir o problema.

Substrato de fibra de coco

O que acontece, é que ela veio do viveiro com o substrato bem compactado. E esse é uma espécie de truque que os produtores usam para que as orquídeas floresçam mais rapidamente. Quando as raízes encontram espaço para se desenvolver, elas demoram mais a florescer, e por esse mesmo motivo devemos evitar de transplantá-las para vasos muito grandes. 

Outro detalhe ainda em relação à esse substrato, é que ele demora a secar, o que prejudicou ainda mais as raízes que preferem um substrato mais aerado. 

Como salvar uma orquídea com raízes apodrecendo
Substrato para falenopses

Na foto acima, a muda já está transplantada para o novo substrato. Na composição usei cerca de 90% de cascas de pinus, 5% de carvão e 5% de musgo. As falenopses preferem um substrato que retenha um pouco mais de umidade, mas nesse primeiro momento, eu queria exatamente o contrário, deixar o substrato mais seco para que a planta se recuperasse.

Nova raiz se formando 3 meses depois

E a estratégia deu muito certo. Na primeira semana, reguei bem de leve, inclusive as folhas, com auxílio de um borrifador. A partir da segunda semana, comecei as regas por imersão, que já compartilhei o passo-a-passo aqui no blog e também no canal do YouTube. 

A ideia de deixar o substrato mais seco, foi só na primeira semana, depois as regas devem se normalizar. E o substrato mais aerado, se torna propício para o bom desenvolvimento das raízes.

Novas folhas 3 meses depois

Após 3 meses, as folhinhas, juntamente com as novas raízes começaram a brotar. Fiquei muito feliz com o resultado, mas achei que ainda assim, elas poderiam estar se desenvolvendo bem melhor. 

E foi assim que levei a orquídea para o jardim. O cultivo continuaria na PET, mas o ambiente seria bem diferente. E confirmando as minhas expectativas, a orquídea se desenvolveu muito melhor no novo local.

Novas folhas 4 meses depois

No jardim, as raízes ficam úmidas por muito mais tempo. O orvalho que se forma, acaba "regando" as raízes diariamente, o que não acontece no ambiente dentro de casa. Outro detalhe também, é que a boa ventilação, faz com que as raízes "respirem" mesmo com a umidade constante.

Orquídea Falenopses no galho da aroeira-salsa

As regas continuam uma vez por semana, só que agora são feitas com a mangueira. E quando o tempo está muito seco, borrifo água nas folhas e no substrato, independente do dia estabelecido para as regas.

No dia da semana escolhido para as regas, faço também a adubação. Atualmente, estou fazendo a adubação quatro vezes no mês, revezando entre a química e a orgânica. E as orquídeas pegam sol o dia inteiro filtrado pelas folhas das árvores.

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